domingo, 2 de maio de 2010

Mais um vice, Inter?

LDU 3 x 0 Inter
Quando jogou mal, não levou gol, mas justamente quando mostrou um bom futebol, tomou dois. Já nos primeiros minutos da partida, Espíndola, de cabeça, abriu o placar. Lauro, que no momento é um dos melhores goleiros do Brasil, foi atrasado na bola.
Ainda no primeiro tempo, Bieler fez o segundo. Vera fez o terceiro, em um chute cruzado, já na etapa final.
Ninguém esperava dois vices, em em oito dias, de um clube que está comemorando o centenário. D'Alessandro, Guiñazu, Magrão, alías, o Colorado inteiro jogou mal hoje. Nilmar foi o que mais ameaçou, mas foi pouco e não adiantou.
S
e ganhasse, esse seria o quinto título internacional do Inter (ai!) nos últimos quatro anos.
(foto: AFP)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Final de Libertadores + Ronaldo

Estadiantes 0x0 Cruzeiro
Cruzeiro e Estudiantes mostraram o que é jogar com raça. Verdadeira batalha. Comandado por Verón e Pérez, o time de La Plata esteve muito próximo de abrir o placar, mesmo com o matador Boselli não tendo muito espaço para jogar. Fábio (foto: Agência/EFE), goleiraço, fechou a meta Celeste. Não cheguei a contar, mas pelo menos cinco defesas difíceis ele fez. Mas além de jogar em casa, com o apoio da sua bela torcida, que fez festa o tempo inteiro, o Estudiantes contou com mais uma ajudinha: o uruguaio Jorge Larrionda. Schiavi fez o que queria com os jogadores cruzeirenses, de chutes a soco. Terminou o jogo com um cartão amarelo.
O Gladiador Kléber foi o primeiro a "apanhar" do xerifão argentino. Já no começo do jogo, levou um tranco e uma joelhada nas costas. Talvez a cena mais lamentável do experiente zagueiro de 34 anos, foi no segundo tempo. Quando o jogo estava parado, e o árbitro de costas para o lance, deu um soco em Wellington Paulista.
No fim do segundo tempo, o bom de bola Ramires resolveu aparecer. Quando jogou bem, levou o Cruzeiro ao ataque. Kléber perdeu uma chance incrível de marcar, com o goleiro já caído.
Agora a decisão fica para a próxima quarta-feira (15). O Mineirão vai lotar, a torcida cruzeirense vai fazer festa e o título vem para o Brasil. Assim espero.
Mas não vou falar igual ao Galvão Bueno: "É o Brasil na Libertadores". Não consigo imaginar um torcedor do Atlético-MG, ou até do América torcendo para o seu maior rival (é claro que algum deve existir).

Corinthians 4x2 Fluminense
Hat-trick do Fenômeno. No primeiro mostrou habilidade ao trocar de pé na hora de finalizar. Méritos para o passe milimétrico de Douglas. No segundo, deixou a zaga carioca perdida e mandou no canto direito de Ricardo Berna. No terceiro, golaço. Pegou a bola no ar, de fora da área. Sem chance para o goleiro.
O outro gol corinthiano também foi bonito. Excelente troca de passes, todos de primeira, e Dentinho finalizou bem. Conca fez o primeiro gol do Fluminense, deixando os zagueiros corinthianos para trás. Depois Alan driblou Felipe e fez o segundo.
Ronaldo x Fred? O primeiro brilhou, mas o segundo acabou expulso e esfriou seu time, justamente quando a partida estava 3 a 2.
(foto: Cristian Schneider/Futura Press)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A time que preferiu morrer a perder

A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comoventes, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40. Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.

Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.

Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.

Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.

Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.

O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.

Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.

Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.

Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.

A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.

Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:

- "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.

Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - "Heil Hitler!", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.

Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.

Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:

- "Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.

Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.

O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.

Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores. Abaixo a única foto que se conserva da heróica equipe do Dinamo e o nome de seus jogadores:

Goncharenko e Sviridovsky, os únicos sobreviventes, junto ao monumento que recorda a seus colegas:

Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. No estádio Zenit uma placa diz "Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista".

Poster propaganda da revanche:

Esta é a história da dramática "Partida da Morte". O cineasta John Huston inspirou-se neste fato real para rodar seu filme "Fuga para a vitória" (Escape to Victory) de 1982 que chamou muita atenção à época do lançamento porque dele participaram grandes nomes do cinema como Michael Caine, Sylvester Stallone e Max Von Sydow, mas muito mais pela participação de algumas estrelas do futebol, como Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Kazimierz Deyna e Pelé. No filme John Huston fez o que não pôde o destino: salvar os heróis.

Adptado de: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=2380

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Campeonato Brasileiro 2008 - Série A - 22ª Rodada

Fluminense 1x1 Sport

Talvez a chuva que caiu no Rio de Janeiro seja a principal culpada pelo baixo nível técnico do jogo. Além de deixar a partida abaixo do esperado, a chuva afastou a torcida do Maracanã. O goleiro Fernando Henrique, do Fluminense, errou na saída de bola e Roger marcou para o Sport. O empate do Tricolor saiu dos pés de Washington, que converteu pênalti usando a famosa paradinha. Ridícula mesmo foi a atitude do atacante Dodô. Além de perder a melhor chance criada pelo Flu no primeiro tempo, ele foi substituído no intervalo, tomou banho no vestiário e tentou deixar o Maracanã, sem esperar pelo fim da partida. Mas quando esperava por um táxi no estádio, ele foi informado que poderia ser sorteado para fazer exame de antidoping. Na manhã desta terça, Dodô e Branco, diretor de futebol do Fluminense, se reuniram e já acertaram a rescisão de contrato do jogador. Especula-se que o destino do atleta poderá ser o Corinthians.

Figueirense 1x2 Vitória

O Vitória parecia estar jogando em casa. Atacava mais, criava as chances mais perigosas de gol, tanto é que venceu a partida. O Figueira até levou perigo em vários lances, tanto é que o goleiro Viáfara teve de trabalhar muito, mas durante quase toda a partida o Rubro-Negro é que dominou. Nos 20 minutos finais, era natural a pressão exercida pelos Alvinegros, já que o placar estava desfavorável. Os gols do Vitória foram marcados por Marcelo Batatais, que fez um golaço de bicicleta, e Rodrigão. O empate dos catarinenses saiu de Bruno Aguiar. Na soma dos fatores, o Vitória mereceu vencer.

Internacional 1x1 Flamengo

O Inter, novamente sofreu com as falhas de arbitragens, assim como no jogo contra o Palmeiras. Os gaúchos dominaram o primeiro tempo. Aos oito minutos, o pênalti que não foi dado causou a indignação dos Colorados. Aos 14, Nilmar aproveitou o erro grosseiro do goleiro Bruno e marcou o seu 11º gol no Brasileirão. O Flamengo estava perdido em campo. A zaga chamava o ataque adversário, e quando era exigida, entregava o jogo.

No segundo tempo, os Rubro-Negros melhoraram e arriscaram alguns chutes a mais. O gol de empate foi marcado por Obina. Clemer falhou na saída de gol e o atacante mandou para o fundo das redes. As duas equipes ainda tiveram de ficar a frente no marcador. O empate foi ruim para ambas as partes, mas pior ainda para o Inter, que apresentou um futebol melhor que o de seu adversário.

Santos 2x0 Cruzeiro

Em tarde inspirada de Kleber Pereira, o Santos finalmente venceu, mas ainda segue na zona do rebaixamento. Quem teve mais atitude na Vila Belmiro, foi o Peixe, mas o atual momento da equipe fez com que alguns jogadores ficassem nervosos e cometessem erros. As chances desperdiçadas não eram novidade para os santistas, enquanto o time Celeste atacou uma vez com perigo no primeiro tempo. Kleber Pereira, já no fim do primeiro tempo, deixou sua marca. O técnico do Cruzeiro, ao mexer na equipe no segundo tempo, piorou o que já estava ruim, mas nem assim, o Santos desencantou. Os mineiros até fizeram dois lances isolados que levaram perigo. O segundo gol só saiu aos 34, novamente por Kleber Pereira. Os paulistas poderiam ter goleado o adversário, mas com as limitações da equipe, os 2 a 0 ficaram de bom tamanho.

Coritiba 2x2 São Paulo

Esse foi um dos melhores jogos da rodada, com quatro gols e bem disputado, as duas equipes lutavam para chegar ao G-4. A velocidade que os times partiam para o ataque e a esquema ofensivo surpreendeu, e isso mostrou o quanto os três pontos eram precisos. Ricardinho marcou o primeiro da partida para o Coxa, e se o que já era bom, poderia melhorar, isso aconteceu. O gol botou fogo na partida O empate Tricolor veio ainda na primeira etapa. Rodrigo, de cabeça. Na volta do segundo tempo, os paranaenses já foram para cima e Keirrison fez um golaço, encobrindo Rogério Ceni. O troco paulista não demorou, e Hugo marcou. Pelo que foi o resto do jogo, o placar poderia ser 5 a 5, 6 a 6, mas ele não se mexeu.

Ipatinga 1x0 Goiás

Os mineiros conseguiram a vitória, mas ainda não deixaram a zona do rebaixamento. Quem começou melhor foi o time da casa, pressionando mais o adversário nos primeiros minutos. Com o passar do tempo, a partida foi se equilibrando e os dois times encontravam facilidades para chegar ao ataque, mas na hora de finalizar, começava o show de horrores. No segundo tempo, os goianos até esbanjaram dominar a partida, mas os anfitriões acertaram o pé e Ferreira marcou. O Tigre continuou pressionando, mas o placar ficou o 1 a 0. A vitória mineira foi justa e mais gols poderiam ter saído na partida. Mas existe aquela velha história: o que importa são os três pontos.

Palmeiras 4x2 Portuguesa

O vice-líder do campeonato arrasou a Lusa no primeiro tempo. Alex Mineiro, duas vezes, Gustavo e Leandro fizeram os gols palmeirenses nos 45 minutos iniciais. A Portuguesa estava desordenada, desesperada em campo. O apagão era inexplicável. No segundo tempo, o nível caiu. A Lusa começou a marcar forte e explorar os contra-ataques. Aos 32, após o Palmeiras perder a chance de fazer o quinto, Jonas descontou de cabeça. Aos 38, novamente Jonas marcou, mas já era tarde e a vitória ficou com o alviverde, que mereceu pelo que demonstrou no primeiro tempo.

Náutico 1x1 Grêmio

Sempre que se enfrentarem, Náutico e Grêmio serão lembrados pela Batalha dos Aflitos. O que se viu nesta rodada não foi tão surpreendente quanto em 2005, mas também foi emocionante. O jogo demonstrou equilíbrio, tanto é que o primeiro tempo terminou 0 a 0. No segundo, Paulo Santos abriu o placar para o alvirrubro aos 11 minutos. O goleiro do Tibu começou a ficar nervoso, furando chute e soltando algumas bolas. O último lance da partida foi espetacular. Tcheco cobrou falta em que até o goleiro Victor foi tentar marcar, a zaga do Timbu afastou para fora da área. Souza pegou a sobra, e voltou a jogar no tumulto. Pereira, na raça, tocou para o gol, a bola desviou na zaga, e Réver, de maneira inacreditável, fuzilou para as redes, garantindo o pontinho precioso do líder em uma “mini batalha dos Aflitos”. Pelo equilíbrio apresentado, o empate ficou de bom tamanho.

Vasco 1x1 Botafogo

Essa foi mais uma partida equilibrada na 22ª rodada. Vasco e Botafogo precisavam dos três pontos, um para se distanciar da zona do rebaixamento, e o outro para chegar a vice-liderança. No começo o time Cruz-Maltino mostrou mais organização e que merecia vencer se o panorama fosse aquele, mas com o tempo, o Bota estabilizou o jogo. No segundo tempo, o Vasco se lançou ao ataque, e o Botafogo se aproveitou para assustar nos contra-ataques, tanto é que aos oito minutos, Wellington Paulista marcou para os visitantes. A torcida vascaína imediatamente começou a protestar, chamando o técnico Tita de “burro”, mas o Vasco não se entregou. Quando a torcida botafoguense já comemorava a vitória, Madson cobrou falta pelo lado direito e Rodrigo Antônio desviou, empatando a partida.

Atlético-MG 4x0 Atlético-PR

A equipe paranaense simplesmente não entrou em campo. Os mineiros tiveram várias oportunidades de abrir o marcador. Ensaiaram várias vezes até Serginho conseguir. Assustando o tempo todo, o Galo fez o segundo, com Lenílson, nos acréscimos. Nos 45 minutos finais, o alvinegro dominou novamente. O Furacão até tentou reagir com Ferreira, mas nada adiantou. Marques e Luis Gustavo, decretaram a goleada, que fez o time mineiro dar uma respirada na classificação, enquanto o adversário segue perto da zona de rebaixamento. A goleada foi justa.

Destaque da rodada: Alex Mineiro (Pal)

Foto: Divulgação

Cabeça-de-bagre da rodada: Dodô (Flu)

Foto: O Globo

sábado, 23 de agosto de 2008

Olimpíadas 2008 - Futebol Masculino - Decisão da medalha de bronze

Brasil 3x0 Bélgica

A seleção brasileira masculina, Após o baile que levou da Argentina, venceu a Bélgica por 3 a 0 e conquistou a medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de Piequim. (foto/globoesporte.com)

O técnico Dunga, surpreendeu ao escalar Jô e Ronaldinho no ataque, optando pror deixar Rafael Sobis e Alexandre Pato no banco. O primeiro gol saiu aos 27 minutos. O lateral Rafinha cruzou e Diego, que pegou de primeira, acertou o canto do goleiro Bailly. Aos 45, foi a vez de Ronaldinho tocou para Ramires . O volante do cruzeirense bateu, mas o goleiro pegou. No rebote, Jô, de cabeça, fez o segundo. Os 3 a 0 foram confirmados por Jô, que em uma arrancada do meio do campo marcou para o Brasil, já aos 47 do segundo tempo.


Argentina 1x0 Nigéria

A Argentina faturou o seu bicampeonato olímpico ao vencer a Nigéria por 1 a 0 no Estádio Ninho do Pássaro. O gol, ou melhor, golaço do título, foi marcado pelo meia Di Maria, que deu um belo toque e incobriu o goleiro africano.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Campeonato Brasileiro 2008 - Série A - 21ª Rodada

Coritiba 3x0 Figueirense

O Coritiba deu um importante passo para chegar ao G-4 do Brasileirão 2008. O alviverde derrotou o Figueirense por 3 a 0, no estádio Couto Pereira
A tática do Coritiba foi pressionar o adversário desde os primeiros minutos da partida. Logo aos cinco minutos, Marlos cobrou escanteio e o zagueiro Maurício subiu e cabeceou para o chão, à direita do goleiro Wilson, fazendo 1 a 0 para o time da casa. Aos 11, Marlos invadiu a área e foi derrubado por Bruno Aguiar. O meio campista do Coxa pediu pênalti, mas o árbitro Sálvio Spinola mandou seguir.
O domínio alviverde continuou evidente, com várias chegadas perigosas, principalmente com o atacante Keirrison, mas o placar da primeira etapa foi 1 a 0.
No segundo tempo, o
time catarinense esboçou uma reação. Aos seis, Diogo bateu para fora. Aos dez, Amorim levou perigo ao goleiro Vanderlei em uma cabeçada. Mas quem jogava melhor era o Coritiba. Aos 18, o zagueiro Bruno Perone fez uma lambança na saída de bola. Keirrison (foto/Divulgação) roubou a bola, invadiu a área, bateu para o gol, o goleiro Wilson rebateu, e o atacante driblou um zagueiro e com tranqüilidade tocou para o gol, fazendo 2 a 0.
Aos 27, João Henrique, em jogada individual,
marcou o terceiro. Ele driblou Asprilla dentro e chutou cruzado, fechando o placar no Couto Pereira.
Agora o Coxa tem
35 pontos, ocupando a sexta posição. O Figueira continua com 28 pontos, caindo para o décimo lugar na classificação.

Vitória 0x0 Sport

O duelo de Leões acabou empatado no Barradão. Em um jogo sonolento, por incompetência dos dois rubro-negros, o 0 a 0 foi o placar mais justo para a partida.
O Vitória começou o jogo em ritmo rápido. Marcou forte a saída de bola dos pernambucanos, partindo com velocidade para o ataque. Aos quatro minutos, Willians quase abriu o placar. Ele partiu pelo meio, invadiu a área e bateu à esquerda do gol de Magrão.
Após isso, o Sport apertou sua marcação e o jogo ficou truncado no meio campo, fazendo as equipes arriscarem muitos chutes de longa distância. Aos 17, Ramon bateu de longe, e o goleiro visitante botou para escanteio. Na cobrança de Marco Antônio, Wallace cabeceou bem, mas Sidny tirou em cima da linha. O Sport respondeu rápido. Dutra cruzou da esquerda e Roger desviou de cabeça, mas Viáfara (foto/furacao.com) defendeu.
Logo após, o que se viu foi um festival de
erros de passes. A única chance de gol aconteceu aos 37 minutos, com o atacante Roger, do Sport. Ele bateu cruzado e a bola passou rente a trave de Viáfara. O placar em branco se manteve até o fim do primeiro tempo.
No segundo tempo, o Vitória saiu para o jogo e o Sport estava mais interessado em segurar o resultado. Mas a primeira boa chance de gol foi do time pernambucano, aos oito minutos. Júnior Maranhão invadiu a área e bateu com força, mas a bola foi para fora. Aos 29, Sidny quase marca para os visitantes, após bonito chute de longe.
O Sport aproveitava muitos contra-ataques proporcionados pelo Vitória, mas mesmo assim não consegui marcar e o jogo terminou sem gols.

Com o resultado, o time baiano ficou com 33 pontos, caindo para a sétima posição. Já os pernambucanos chegam a 28 pontos, e ocupam o 10º lugar.

Botafogo 1x0 Cruzeiro

O Botafogo recebeu o Cruzeiro no Engenhão lotado e venceu por 1 a 0, mesmo sem apresentar um grande futebol. Essa foi a sexta vitória seguida do Fogo no Campeonato Brasileiro.

A Raposa deixou clara que seu objetivo seria de buscar os contra-ataques proporcionados pelo alvinegro, jogando apenas com Guilherme no ataque.
Os mandantes pressionaram o Cruzeiro nos primeiros minutos de jogo, usando uma forte marcação na saída de bola, mas mesmo assim, as jogadas não evoluíam, o que, com o passar do tempo, deixou os cariocas nervosos.
Se aproveitando da impaciência da torcida adversária, o
Cruzeiro quase marcou. Aos 21 minutos, após cobrança de escanteio, Thiago Martinelli desviou e a bola sobrou para Guilherme, que cabeceou na trave.
Aos 29, após cobrança de escanteio de Lucio Flavio, o zagueiro André Luis assustou os mineiros em uma cabeçada, obrigando Fábio a fazer uma boa defesa.

Na segunda etapa, o Botafogo pressionou o adversário nos minutos iniciais. Aos três minutos, Thiaguinho cruzou para Wellington Paulista. O atacante dominou bonito e bateu fraco, mas com perigo.
Aos 11, aproveitando-se do espaço aberto nos contra-ataques, os mineiros
, através de Camilo, chegou com perigo. O jogador recebeu no meio-campo e avançou até a entrada da área, chutando cruzado. A bola passou rente à trave esquerda de Renan.
Aos 19 minutos, o goleiro Fábio saiu para uma defender e acabou pegando a bola fora da área. Carlos Alberto cobrou a falta, mas em cima da barreira.
Aos 24, Camilo foi expulso após cometer falta violenta em Wellington Paulista. O técnico Ney Franco colocou Gil em campo, no lugar de Diguinho, deixando o time mais ofensivo.
Aos 34, finalmente o Botafogo abriu o placar. Thiago Heleno cometeu falta em Wellington Paulista dentro da área e o árbitro marcou a infração. Lucio Flavio (foto/O Globo) cobrou no canto esquerdo de Fábio e fez 1 a 0. O Cruzeiro tentou empatar rapidamente, mas o goleiro Renan fez boa defesa no chute perigoso de Weldon. Para o Botafogo, só restou esperar o tempo passar, recuando e dando chutões.

Com o resultado, o alvinegro vai a 37 pontos, e pula para a terceira posição, apenas dois pontos atrás do cruzeiro, vice-líder.

São Paulo 3x1 Atlético-PR

O São Paulo venceu o Atlético-PR, no Morumbi, por 3 a 1, de virada, e se manteve confiante na luta pelo tricampeonato.

Aproveitando o mando de campo, os paulistas já começaram pressionando. Aos seis minutos, Hugo obrigou Galatto a trabalhar. Aos 12, Borges chutou no travessão atleticano. Aos 24, o Furacão impressionou. Julio dos Santos roubou a bola de Jean, deixou Richarlyson para trás e cruzou no meio da área. Pedro Oldoni só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol, abrindo o placar da partida. Gol do Furacão.
Impaciente, a torcida do São Paulo começou a vaiar os mandantes. Aos 30. Hugo carimbou o travessão. Aos 36, o meia cabeceou com muito periga por cima da meta defendida por Galatto e o primeiro tempo acabou 1 a 0 para o rubro-negro.
O São Paulo voltou pressionando o Atlético na segunda etapa. No primeiro minuto, em uma cobrança de escanteio, Hugo (foto/Folha) chutou de primeira, sem chances para Galatto, empatando a partida.

Vendo a pressão exercida pelo tricolor, o Atlético se fechou, e o camisa 1 atleticano teve que trabalhar muito. Insatisfeito com a falta de gols, Muricy Ramalho colocou André Lima no lugar de Aloísio. Aos 24, Jorge Wagner cruzou e André Lima ajeitou a bola para Borges, que só precisou se esticar para virar o placar do jogo. 2 a 1 São Paulo.

Após o gol são-paulino foi o Atlético que partiu para cima. Aos 30, Ferreira chutou forte, mas Rogério Ceni defendeu. O técnico Mário Sérgio colocou Anderson Aquino, no ataque. Ele teve duas oportunidades para empatar, mas o goleiro são-paulino conseguiu cortar a bola.
Aos 45, veio o lance que decidiu a partida. O meia Jorge Wagner tocou para André Lima, que acertou um chute indefensável, fechando o placar em 3 a 1.

Com o resultado, o time paulista chega aos 36 pontos e continua na quinta posição. O Furacão fica com 23, em 14º lugar, perto da zona de rebaixamento.

Ipatinga 1x1 Santos

Ipatinga e Santos , os dois últimos colocados Campeonato Brasileiro, empataram em 1 a 1 no Ipatingão.

A primeira chegada do jogo foi do time mineiro. Aos três minutos, Ferreira recebeu dentro da área e chutou forte, mas Douglas espalmou. A falta de tranquilidae santista fez com que muitos lances de contra-ataque fornecidos pelo Ipatinga fossem perdidos.
Quando dava certo, os atacantes alvinegros não aproveitavam. Lima, aos 13, carimbou a trave, e Kléber Pereira, aos 41, perdeu boa chance.
No segundo tempo, o Santos começou em cima. Mas, assim como no primeiro tempo,os gols perdidos continuaram. Aos 11, após cruzamento o zagueiro Fabiano Eller, do Santos, sozinho, de dentro da pequena área, mandou por cima.
Aos poucos, o Tigre foi equilibrando o jogo, marcando os santitas no meio-campo.
Mas os mineiros, sem força para atacar, seguravam o Santos, mas não atacavam e o jogo foi ficando sonolento.
A
os 37, Cuevas, sozinho na frente do gol, deu um toquinho de pé direito, tirou a bola do alcance do goleiro Fernando. 1 a 0 Santos. Aos 39, o Ipatinga apareceu. Henrique, sozinho na área, cabeceou uma cobrança de escanteio e empatou a partida, decretando o resultado final do jogo.

Com o resultado, o Ipatinga continua em último, com 17 pontos. O Santos, com 19, está em penúltimo lugar. (foto/Agência Estado)

Internacional 4x1 Palmeiras

O Inter goleou o Palmeiras por 4 a 1 no Beira-Rio e se reabilitou no campeonato. Após três partidas sem vencer o Colorado virou a partida e conquistou mais três pontos no Campeonato.

Logo no primeiro minuto de jogo, a arbitragem já assustou o torcedor. O palmeirense Leandro cobrou falta na área, o zagueiro Jeci dominou e fez 1 a 0. O gol foi em condição legal, mas o bandeira Alessandro Matos marcou impedimento. Para compensar a besteira, aos três minutos, o árbitro Jailson Macedo Freitas marcou um pênalti inexistente de Clemer em Alex Mineiro e o goleiro ainda levou cartão amarelo. Quem cobrou, com paradinha, foi o próprio Alex Mineiro, que abriu o placar. Os jogadores do Inter se irritaram com a arbitragem e começaram a fazer jogadas mais fortes.
Aos 13, o Palmeiras quase ampliou. Diego Souza ficou sozinho com Clemer e chutou em cima do goleiro colorado. Aos poucos o time gaúcho foi botando a cabeça no lugar e foi dominando o jogo aos poucos. Assim que o Palmeiras foi para a defesa, tentando explorar os contra-ataques, apareceu Alex (foto/VIPCOMM), que, recuperado de lesão muscular, começou a deitar e rolar em campo.
Aos 18, Alex cobrou falta e Índio, livre de marcação, empatou de cabeça.. Aos 19, a virada do Inter veio com um golaço. Alex mandou um lindo chute de fora da área, e fez 2 a 1 e quem começou a abusar da violência foi o time paulista.
Aos 34, após cobrança de falta de Leandro, Kléber cabeceou com perigo e quase empatou para o Verdão. Em seguida, Luxemburgo resolveu ir para cima. Tirou o volante Jumar e mandou a campo o atacante Denílson, mandando Diego Souza para a função de segundo volante.
O segundo tempo começou equilibrado. Aos nove minutos, Martinez chutou de fora da área, e Clemer fez boa defesa.Em seguida, D’Alessandro cruzou e Nilmar mandou a bola por cima do travessão. Aos 15, veio o terceiro gol Colorado. D’Alessandro cruzou e Índio, de cabeça, fez 3 a 1.

Aos 30 minutos, mais um erro de arbitragem. Maycon, de cabeça, fez o quarto gol do Inter, mas o auxiliar Alessandro Matos, marcando impedimento inexistente.
O técnico Tite, devido as reclamações que fez, ainda foi expulso de campo. Mesmo de baixo de muita chuva, o Internacional fez o quarto gol. Aos 39, Adriano chutou bem e Marcos defendeu, mas no rebote, Taison balançou a rede.

Com a vitória, o Inter soma 29 pontos e assume a nona posição do Brasileiro. Já o Palmeiras, tem 37 e segue no G-4, na quarta colocação.

Náutico 1x3 Fluminense

O Náutico foi derrotado em casa por 3 a 1 contra o Fluminense, com destaque para Washington, o Coração Valente, que marcou todos os gols do tricolor.

O jogo começou movimentado, com as duas equipes precisando vencer para deixar a Zona de Rebaixamento. Logo aos seis minutos, o Flu abriu o placar. Washington cobrou uma bonita falta no canto esquerdo do goleiro Eduardo e fez 1 a 0.

Ainda comemorando a vantagem, o time carioca sofreu o empate. Em bola escorada para o meio da área, Kuki aproveitou a bobeira de marcação da dupla de zaga do Fluminense e mandou para o fundo da rede, igualando o marcador.

Aos 19, o tricolor quase fez o segundo. Everton cruzou para Roger, que pegou de primeira e a bola passou rente ao travessão. Com o gramado em péssimas condições, os lances de perigo foram ficando raros. Aos 44, Valdeir, do Náutico, penetrou pela direita e tocou para Ruy, que cabeceou em cima de Fernando Henrique.

No segundo tempo, a primeira chance foi do tricolor. Aos sete minutos, Carlinhos cruzou para Washington, mas Adriano, de cabeça, salvou o Timbu.

Aos 14, o meio-campo Ticão perdeu uma chance incrível para o Náutico. Após deixar Luiz Alberto caído no gramado, ele chutou em cima de Fernando Henrique.

No lance seguinte, o Fluminense fez o segundo gol. O lateral Carlinhos, cobrou escanteio, e Washington (foto/Tasso Marcelo), cabeceou no canto direito de Eduardo. 2 a 1 para o Flu.

Aos 19, Carlinhos chutou com perigo, quase marcando o terceiro. Três minutos depois, Washington foi agarrado por Negretti dentro da área, e apesar das reclamações, a arbitragem mandou o lance seguir. Um minuto depois, Felipe bateu forte da entrada da área e Fernando Henrique espalmou.

Aos 40 minutos, Washington, em mais uma bela cobrança de falta no ângulo direito de Eduardo, fez o terceiro e decretou o placar final da partida.

Agora o atacante tricolor chegou aos 11 gols no Brasileirão, assim como Keirrison, do Coritiba, e Guilherme, do Cruzeiro, apenas atrás de Alex Mineiro e Kleber Pereira.

Com o resultado, o Fluminense chegou à 16ª colocação, com 22 pontos, e saiu da Zona de Rebaixamento. Já o Náutico permanece com 21 pontos, mas agora no 18º lugar, na zona da degola.

Atlético-MG 1x1 Goiás

O Atlético-MG recebeu o Goiás, no Mineirão, e conquistou apenas um empate em 1 a 1 diante da equipe esmeraldina. O resultado poderia ter sido pior ainda para os mineiros, pois Iarley perdeu um pênalti para os goianos.
Quem começou a partida pressionando mais, foi o Galo, que aos 16 minutos levou perigo a meta defendida por Harley. Márcio Araújo tabelou com Jael e, desequilibrado, chutou por cima do gol.
Um minuto depois, Jael foi puxado por Ernando, dentro da área. Na cobrança do pênalti, Petkovic (foto/Gil Leonardi) abriu o placar ao bater com precisão no ângulo direito.

O gol fez o Goiás despertar. Aos 21, Romerito cruzou para Iarley, que mandou à esquerda do gol. No lance seguinte, Vitor tocou para Paulo Baier na área, e o meia só mandou no cantinho esquerdo de Edson, empatando a partida.
Pressionando mais o adversário, o Goiás quase virou. Aos 24, Romerito dividiu com Mariano e a bola deu na mão do lateral do Galo, mas o Djalma Beltrami não marcou pênalti.
O sufoco dos goianos quase resultou na virada já aos 24. Foi quando Romerito dividiu com Mariano na área, e a bola tocou no braço do lateral atleticano. O árbitro Djalma Beltrami não marcou pênalti. Na sequência do lance, o meia do Goiás foi tocado por cima Márcio Araújo e pelo goleiro Edson e o pênalti foi marcado. Na cobrança, Iarley fez paradinha, mas o goleiro Edson não caiu, e o atacante bateu no canto esquerdo. O guarda-meta mineiro conseguiu desviar, e a bola foi na trave. Até o fim do primeiro tempo, os visitantes continuaram pressionando, mas a etapa inicial terminou empatada.
O segundo tempo começou, assim como o primeiro terminou. O Goiás seguia pressionando, e aos 10 minutos, Júlio César perdeu boa chance em um chute cruzado que o mesmo mandou para fora. O ritmo do jogo foi caindo, e a bola teimava em ficar retida no meio-campo.

Aos 27 e aos 41, Joel levou perigo em duas cobranças de falta, mas nada adiantou, apesar das vaias da torcida alvinegra no Mineirão

Com o resultado, o Goiás foi a 27 pontos e ocupa a 12ª posição. O Galo possui dois pontos a menos e é o 14º.

Portuguesa 0x1 Vasco

O Vasco deu um presente a sua torcida no dia em que completou 110 anos. O time carioca venceu a Portuguesa, em jogo realizado em Santa Bárbara D´Oeste, por 1 a 0. Quem deu o pontapé inicial da partida, foi o nadador César Cielo, campeão olímpico dos 50 metros livres.

O jogo começou movimentado. Aos 35 segundos, a Lusa já mandou uma bola na trave. Após cruzamento na área, a zaga do Vasco foi mal e a bola sobrou para Fellype Gabriel, que chutou forte e a bola explodiu na trave do goleiro Roberto.

Aos 12 minutos, foi o Vasco que chegou. Madson recebeu de Alex Teixeira, passou por um zagueiro e chutou. A bola passou à esquerda do gol. Aos 20, Bruno Rodrigo respondeu. Ele aproveitou um cruzamento da direita e cabeceou com o perigo, por cima do travessão de Roberto.

A Lusa atacava mais o Vasco, e o time da Cruz de Malta esperava para roubar a bola e sair no contra-ataque. Aos 26, mais uma chegada paulista. Wilton Goiano cruzou e Washington cabeceou para fora. Aos 34, Madson cobrou falta e Eduardo Luiz, com a ponta da chuteira, desviou, mas André Luiz salvou os paulistas.

Aos 42, após o árbitro marcar um recuo de bola contra o Vasco, Fellyoe Gabriel rolou para Washington, que chutou com força, acertando a trave vascaína.

No primeiro minuto da etapa final, Jonas, da Lusa, dominou na entrada da área, tirou um zagueiro e chutou, mas o goleiro Roberto fez uma bela defesa. Após esse lance, o ritmo do jogo diminuiu. Com o gramado ruim, as equipes prendiam muito a bola e tentavam chutões para tentar ligar os ataques.

Aos 13 minutos, finalmente o placar foi aberto. Alex Teixeira (foto/O Globo) driblou Bruno Rodrigo e chutou da entrada da área. O goleiro André Luiz tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol cruzmaltino.

Com desvantagem no placar, a Lusa continuou sem assustar o time carioca. Aos 35, Bruno Rodrigo chutou para empatar, mas o goleiro cruzmaltino fez uma bela defesa.

Aos 36, o técnico Tita colocou Edmundo na partida, tentando aproveitar a experiência do jogador para segurar a bola. Aos 45, Edu avançou pela esquerda, entrou na área e chutou para defesa de André Luiz, que impediu o segundo gol dos visitantes.

Com o resultado, o Vasco chegou aos 25 pontos e ocupa a 13ª colocação na tabela de classificação. A Lusa permaneceu em 17º, na zona de rebaixamento, com 22.

Flamengo 2x1 Grêmio

O Flamengo venceu o Grêmio, líder do Brasileirão, por 2 a 1, diante de mais de 31 mil torcedores no Maracanã.
As emoções para o torcedor rubro-negro começaram antes mesmo da bola rolar. No aquecimento, dentro do gramado, o goleiro Bruno sentiu o tornozelo e recebeu atendimento médico, mas ele foi liberado para jogar.
Aos 12 minutos, aconteceu a primeira chegada perigosa da partida. Aírton, do Fla, arrancou, chutou e a zaga afastou. Na sobra, Marcelinho Paraíba bateu, mas a zaga gremista cortou.
Aos 20, os gaúchos quase marcaram. Souza driblou Jaílton e chutou à direita de Bruno. Aos 24, os cariocas responderam. Marcelinho Paraíba aproveitou a furada de Wllian Magrão e cruzou para Leo Moura, que pegou de primeira e mandou por cima da meta de Victor. Aos 26 minutos, o gol saiu. Marcelinho rolou, Juan bateu de fora da área e Victor rebateu. Na sobra, Maxi tocou de perna direita, por cobertura, para abri o marcador.

O Flamengo quase ampliou aos 41. Juan recebeu de Marcelinho e bateu cruzado, mas Vítor fez uma excelente defesa.

No segundo tempo, o jogo equilibrou, fazendo com que as chances de gols ficassem raras e as faltas aumentaram. Aos 37 minutos, o Grêmio empatou. Souza cobrou falta de longe, com muita força e acertou o ângulo esquerdo de Bruno, fazendo um golaço no Maracanã. Aos 42, Toró (foto/Cléber Mendes) aproveitou bola chutada por Marcelinho Paraíba e rebatida pela zaga para chutar de direita e desempatar. 2 a 1 Flamengo. Aos 47, o Grêmio aproveitou uma saída errada de Jônatas e Souza bateu, mas Bruno defendeu.

Com a vitória, o Flamengo soma 35 pontos, na 6ª posição. O Grêmio continua líder, com 44 pontos.

Olimpíadas 2008 - Futebol Feminino - Final

Brasil 0x1 Estados Unidos

A seleção brasileira feminina de futebol ficou novamente com a prata olímpica. Após dominar os 90 minutos iniciais da partida contra os Estados Unidos, faltou fôlego para jogar a prorrogação. Deste modo, as americanas conquistam a sua terceira Olimpíada, das quatro que já foram disputadas. O pódio ficou igual ao que aconteceu há quatro anos atrás em Atenas. Estados Unidos em primeiro, Brasil em segundo, e a Alemanha, que venceu o Japão por 2 a 0 na decisão da medalha de bronze, em terceiro.

No primeiro tempo, apesar da forte marcação e do campo pesado, o Brasil tinha mais posse de bola. A partir dos 30 minutos, Marta e Cristiane acordaram em campo e deram trabalho para a excelente goleira norte-americana Hope Solo (foto/Divulgação), enquanto a brasileira Bárbara só assistia ao espetáculo. A primeira jogada perigosa foi aos 30. Formiga roubou a bola no meio-campo e armou o contra-ataque. A camisa 8 brasileira lançou Cristiane entre a zaga, mas ela adiantou demais a bola e Solo salvou.

Aos 33, Marta deu um pique, driblou duas rivais e, de fora da área, mandou para fora. Aos 41, Cristiane arrancou pela esquerda, passou por duas e chutou forte, mas por cima do gol.

Na segunda etapa, o Brasil continuou melhor. Aos 7, Marta ganhou das americanas na velocidade e quase na linha de fundo, cruzou em cima da goleira. Aos 17, a camisa 10 brasileira arriscou de longe, mas a bola passou longe do gol.

Aos 36, Solo fez milagre. A brasileira Marta fez uma linda jogada e ficou frente a frente com a goleira americana. A melhor jogadora do mundo bateu forte, mas a goleira espalmou com uma mão só.

Nos minutos finais, os EUA aproveitaram a falta de preparo físico das brasileiras e foram para cima, tentando definir o placar. Na primeira chegada, Bárbara, que pouco havia trabalhado no jogo, quase entregou o ouro, literalmente, para as norte-americanas. Ela saiu mal em uma divida e se recuperou depois dando um bico na bola. Aos 41, Hucles chutou rasteiro de fora da área e Bárbara defendeu no canto direito. Aos 45, a zagueira Érika perdeu a bola na entrada da área e Rodriguez tentou encobrir a goleira brasileira, que defendeu na ponta dos dedos e o tempo regulamentar acabou 0 a 0.

Na prorrogação, as americanas foram melhores. Rodriguez, aos 3 minutos, bateu forte de fora da área e Bárbara (foto/Divulgação) defendeu.
Aos 6, o gol do título americano. Lloyd pegou uma sobra na entrada da área brasileira e chutou cruzado. A bola passou por Bárbara, que nada pode fazer. 1 a 0 Estados Unidos. Aos 5 do segundo tempo, o Brasil quase empatou. Após cruzamento na área, a bola passou por todas as brasileiras e nenhuma alcançou. Em seguida, Marta, mostrando muita raça a partida, arriscou de fora da área, mas para fora. Dois minutos depois, a camisa 10 bateu falta de longe e a bola passou muito perto da trave direita. Olhando para o céu e chorando, Marta perguntava “Meu Deus, o que foi que eu fiz de errado?”.

O Brasil ainda chegou perto do gol, mas o placar final foi o injusto 1 a 0. Ao contrário da seleção masculina, as brasileiras perderam o ouro, mas jogaram honrado a camisa que vestiam, até o último minuto de jogo.